É tranquilo ser imperfeito...

O peso da cobrança, a exigência da perfeição...

Meus temas chegam a me cansar de tão chatos. Às vezes, o melodrama beira à novela mexicana e aí eu apelo para o humor e desligo (temporariamente) até o funcionamento anterior voltar (enquanto eu não me curo desse padrão).

Como "peças de uma engrenagem" vamos sempre ao “manual de instruções” para seguir em frente.

É difícil seguir de improviso e tomar um rumo totalmente novo, nunca dantes navegado... É preciso coragem - eu sempre repito isso (lembrando que a etiomologia da palavra é: agir com o coração).

Mas, é preciso humildade também para se aprender a lidar (e aceitar) os erros - que fazem parte do processo de aprendizado.

Evitar os erros é impossível!

A autocensura e a cobrança exagerada são um par (nada romântico) que minam a autoestima e a autoconfiança.

Aquele sentimento de: “eu dou conta, eu vou realizar tudo” fica minado pela sensação de “não sou capaz, quem sou eu?”...

De um extremo ao outro, nunca se chega a lugar nenhum.

Aliás, se chega, sim, a esse ponto de desequilíbrio interno, do qual todos conhecem – de uma forma ou de outra.

A própria sociedade já nos molda a “esconder” nossas dores e tristezas.

Não é permitido falar da vulnerabilidade, postar fotos “feias”, chorando, triste, etc.

Eu gosto de tirar selfies de quando estou assim um caco, para ver meu rosto “de fora”, para enxergar a minha dor por outro ângulo.

Agora, se eu postar essa foto vão dizer: “meu Deus, que terapeuta é essa que não consegue se tratar?” (e olha, quem me conhece sabe que eu me trato e bastante! Não economizo em terapia e autoconhecimento).

O ponto é que todos nós temos nossas dores, nossas marcas, mas vivemos em uma sociedade “feliz” que reprime tudo isso... Não podemos nem falar sobre, não há espaço para isso.

Artistas globais, influencers digitais, corpos perfeitos, alegria estampada (essa falsa paz...)

Até quando vamos viver nessa “bolha de ilusão”?

A ideia não é postar fotos tristes (que, com certeza nos mobilizariam sentimentos ruins). Mas, aceitar que isso existe de forma mais transparente.

Aceitar que hoje muitos estão sofrendo nesse isolamento: tristes, sozinhos (ou não) em suas casas. Que muitas esperanças foram perdidas.

Mas, esse não é para ser um texto sobre desesperança, e sim, sobre fé.

Fé em si mesmo, fé na sua humanidade – que é imperfeita. Fé no caminho que se há de trilhar. Fé que tudo irá passar. Fé que irei sair dessa firme e forte, viva, com o coração pulsante de alegria e amor.

Fé e humildade de acertar errando e de errar, tentando acertar (enfim, de ser o que se é e nada mais)...

Ana

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