Cura e Bem-Estar

 

 

Cura e bem-estar são palavras intimamente ligadas que traduzem o nosso estado natural de ser. Cura significa muito além de não ter doenças.

É mais além... É aquele estado onde tudo É; no qual nossa Consciência respira em paz, Sendo... 

A principal doença vivida atualmente é a ignorância de nós mesmos. Sabemos que somos a Presença de Deus, mas por que muitas vezes essa Presença não se manifesta? Do que temos medo afinal? 

O medo é o nosso maior inimigo e nos impede de enxergar quem somos, nosso brilho e nossa luz. Ao contrário, o medo se concentra no que é escuro, feio e sem graça. Porque o medo é a falta da luz. É, enfim, a sombra – da qual muitas vezes não temos sequer consciência (por isso se chama sombra!)

Conhecer a nossa sombra é o desafio de encarar a nós mesmos, aquele lado oculto que desconhecemos, exatamente por medo. A coragem e a vontade de vencer podem ser nossas aliadas nesse processo que começa justamente com a indagação feita lá em cima: "Por que eu não estou feliz?". Se a felicidade é o estado natural do meu ser porque eu não a sinto? O bloqueio só pode estar em nós mesmos e nunca fora! Não é por alguém que nos xingou, nos maltratou, porque estamos sem dinheiro, sem trabalho ou porque não temos a vida que desejamos ter. A quem cabe mudar esta situação? 

Somente a você, meu caro amigo! 

É hora de parar de ver o erro fora, projetar a nossa sombra nos outros e se fazer de vítima. Fomos nós que criamos essa situação atual em que vivemos e cabe somente a nós mesmos mudarmos. Isso não é maravilhoso? 

A paz profunda advém da sabedoria de ser quem somos: Filhos de Deus perfeitos. Buscar essa realização é tarefa de cada um nesta Escola Terra. Aprendendo a amar e perdoar, vencendo os nossos medos, desbloqueamos nosso caminho para a felicidade que já existe, brilhar! Assim como o Sol é encoberto pelas nuvens, sua luz continua sempre ali brilhando... 

 

E nesta certeza, prosseguimos viagem, buscando a nossa cura e evolução. Quem quiser seguir, o caminho está aberto e o convite está feito! O nosso bem-estar só depende disso...

Ana


O peso da cobrança, a exigência da perfeição...

Meus temas chegam a me cansar de tão chatos. Às vezes, o melodrama beira à novela mexicana e aí eu apelo para o humor e desligo (temporariamente) até o funcionamento anterior voltar (enquanto eu não me curo desse padrão).

Como "peças de uma engrenagem" vamos sempre ao “manual de instruções” para seguir em frente.

É difícil seguir de improviso e tomar um rumo totalmente novo, nunca dantes navegado... É preciso coragem - eu sempre repito isso (lembrando que a etiomologia da palavra é: agir com o coração).

Mas, é preciso humildade também para se aprender a lidar (e aceitar) os erros - que fazem parte do processo de aprendizado.

Evitar os erros é impossível!

A autocensura e a cobrança exagerada são um par (nada romântico) que minam a autoestima e a autoconfiança.

Aquele sentimento de: “eu dou conta, eu vou realizar tudo” fica minado pela sensação de “não sou capaz, quem sou eu?”...

De um extremo ao outro, nunca se chega a lugar nenhum.

Aliás, se chega, sim, a esse ponto de desequilíbrio interno, do qual todos conhecem – de uma forma ou de outra.

A própria sociedade já nos molda a “esconder” nossas dores e tristezas.

Não é permitido falar da vulnerabilidade, postar fotos “feias”, chorando, triste, etc.

Eu gosto de tirar selfies de quando estou assim um caco, para ver meu rosto “de fora”, para enxergar a minha dor por outro ângulo.

Agora, se eu postar essa foto vão dizer: “meu Deus, que terapeuta é essa que não consegue se tratar?” (e olha, quem me conhece sabe que eu me trato e bastante! Não economizo em terapia e autoconhecimento).

O ponto é que todos nós temos nossas dores, nossas marcas, mas vivemos em uma sociedade “feliz” que reprime tudo isso... Não podemos nem falar sobre, não há espaço para isso.

Artistas globais, influencers digitais, corpos perfeitos, alegria estampada (essa falsa paz...)

Até quando vamos viver nessa “bolha de ilusão”?

A ideia não é postar fotos tristes (que, com certeza nos mobilizariam sentimentos ruins). Mas, aceitar que isso existe de forma mais transparente.

Aceitar que hoje muitos estão sofrendo nesse isolamento: tristes, sozinhos (ou não) em suas casas. Que muitas esperanças foram perdidas.

Mas, esse não é para ser um texto sobre desesperança, e sim, sobre fé.

Fé em si mesmo, fé na sua humanidade – que é imperfeita. Fé no caminho que se há de trilhar. Fé que tudo irá passar. Fé que irei sair dessa firme e forte, viva, com o coração pulsante de alegria e amor.

Fé e humildade de acertar errando e de errar, tentando acertar (enfim, de ser o que se é e nada mais)...

Ana